As Filipinas, há muito reconhecidas como um dos países mais vulneráveis ​​às mudanças climáticas, enfrentam os efeitos devastadores de eventos climáticos extremos, a degradação ambiental e o agravamento da insegurança alimentar. Para as mulheres na economia informal e em nanoempresas — aquelas que administram os menores negócios com menos recursos — esses desafios são particularmente graves. No entanto, como demonstrou a recém-concluída Cúpula sobre Empoderamento Econômico Inclusivo por meio da Economia Social Solidária (ESS), organizada pela HomeNet Filipinas e patrocinada pela ONU Mulheres, essas mesmas mulheres também estão na vanguarda da construção de resiliência e da transformação.

Realizada na Cidade de Quezon de 25 a 26 de junho de 2025, a cúpula reuniu 108 participantes de 78 organizações de todo o país, além de representantes da academia, da sociedade civil e de agências internacionais. Organizada pela HomeNet Filipinas, em parceria com o ISEA, a UP CSWCD e a ASEC, o evento fez parte do Programa Empower da ONU Mulheres e do PNUMA: Mulheres para Sociedades Resilientes ao Clima. A cúpula proporcionou uma plataforma dinâmica para diálogo, construção de estratégias e colaboração, alicerçada na crença de que iniciativas de ESS lideradas por mulheres são essenciais para a sobrevivência e o desenvolvimento sustentável diante da crise climática.

Os líderes de base ecoaram a visão da cúpula com experiências vividas. Josephine Parilla, da HomeNet International, falou sobre transformar “histórias de resiliência em sistemas de solidariedade, poupança e autodeterminação”. 

Foi elaborado um Roteiro Indicativo para o Empoderamento Econômico Inclusivo (2025–2030), que identifica estratégias em quatro pilares: organização de comunidades e centros de base; formulação de políticas e mobilização de recursos; conscientização e desenvolvimento de capacidades; e formação de parcerias para mudanças transformadoras.