Cortesia da COTRADO ALAC

Na terça-feira, 16 de junho, foi realizada a eleição do Conselho Diretor da RENATTA, a Rede Nacional de Trabalhadores Autônomos do Peru, para o mandato que definirá a nova direção da organização. O novo conselho atuará no período de 2026 a 2030.

O evento ocorreu após um ano desafiador, tanto do ponto de vista organizacional quanto político, devido às mudanças ocorridas no país. Longe de facilitar o progresso das organizações da economia popular, essas mudanças constituem uma ameaça que, como em outros países latino-americanos, resulta na perda de direitos e na imposição de novas barreiras ao seu exercício.

Nessa ocasião, delegados de diferentes províncias participaram da eleição do novo Conselho Diretor. Na votação, 11 pessoas foram eleitas para assumir diferentes funções e responsabilidades dentro da organização, bem como para integrar o Comitê de Ética e Disciplina.

O novo Conselho de Administração é composto da seguinte forma:

Conselho de Administração da RENATTA (2026–2030)

PosiçãoNome
Secretário GeralGlória Solórzano Espinoza
Secretário AdjuntoGladys Sovero Niño
Secretário(a) da OrganizaçãoGladys Torres Guillermo
Secretário de DefesaDemétrio Huamaní Conde
Secretário(a) de AtasMarjory Lapa Carhuancho
Secretário de FinançasAlcira Varillas Alejos
Secretária de Gênero e JuventudeAlicia Páucar Vargas
Secretário de Imprensa e PropagandaAna Ramos Cortez
Secretário de Bem-Estar, Cultura e EsportesNinón Castillo Córdova
Secretário de Relações ExterioresJuana Torres Delgado
Secretário(a) de Trabalho Migrante e InterculturalidadeRosa Tello Tirado

A votação foi realizada por levantamento de mãos, com a participação de delegados tanto do setor de trabalho em domicílio quanto do setor de vendas ambulantes.

O evento incluiu espaços para discussão sobre os novos desafios da organização, bem como atividades de integração e camaradagem.

Este evento é especialmente significativo, pois a RENATTA reúne mais de 2,000 trabalhadores que atuam no comércio ambulante e em domicílio. Sua influência na vida política do país representa os interesses daqueles que exercem suas atividades à margem da economia formal e que lutam pelo reconhecimento e pela garantia de seus direitos fundamentais.